Entre os deuses que habitavam no Olimpo reinava Atena, deusa da Sabedoria e de todas as Artes... A bela Arakné era uma extraordinária bordadeira, cujos trabalhos maravilhosos eram admirados por todos os que os contemplavam:
- Que mãos preciosas tem!... que harmonia de cores!... que obras de arte!...
Tais elogios envaideceram tanto Arakné, que um dia exclamou:
- Se eu desafiasse a deusa Atena tenho a certeza de que ganharia!
Logo as ninfas do bosque correram a contar as suas palavras à deusa que, enfurecida pela afronta, logo aceitou o desafio... No dia marcado, Atena executou o seu bordado com muita arte e empenho mas, quando terminou, percebeu que a obra de Arakné era realmente muito mais bela que a sua... Enraivecida, rasgou o bordado da sua rival em mil pedaços e, em seguida, transformou-a numa aranha para todo o sempre...
(Lenda Mitológica Grega)
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Beijos,
Molhados, esfregados? De saberes e sabores Misturados, trincados?
Calados, intercalados De gemidos suaves? Ou apenas trocados Em promessa/reserva? Tímidos, hesitantes? Ou muito atrevidos? Agora invasores? Logo contidos! Entreabertas as bocas Invadem as línguas Em afoita procura Do calor do desejo! Às vezes roubados? Resguardados? Encobertos? Logo descobertos! Desnudos, despidos? Reservas? Promessas? De tudo e de nada! Dados, não dados? Mas nunca vendidos. Sob compromisso, Ateus ou sagrados? Amor, paixão, fúria ou desejo? Beijo.
Arakné
domingo, 6 de julho de 2025
terça-feira, 3 de junho de 2025
Ara Malikian e Manolo Carrasco.
E as palavras sobram...
sábado, 17 de maio de 2025
Escorre desse olhar com que me buscas,
uma ilusao tão plena que me estremece,
que me desperta do sono antigo,
que me inquieta em devaneios...
As emoções escorrem também, convulsas,
pelas veias abertas do meu ser quieto.
O meu rumo está em ti, só em ti...
Fora de nós, tudo é deserto...
Arakné
sexta-feira, 9 de maio de 2025
BIOGRAFIA
Discretamente, deslizei pela vida, num arrulhar
de doçuras reprimidas, máscaras, graças, ironias.
Sensível a sorrisos alheios. E a vãs picardias...
O vento, que soprou ligeiro, ao qual expus o meu rosto, dissolveu
e secou as lágrimas que correram nele, ao sabor de nadas,