e vestiu-me da emoção calada que saboreei,
feliz, no momento da hora branca
dourado em fogo...
e a lua reclinou-se pelo vale imenso
dos mistérios, só meus,
em amanheceres doces,
temperados de colorido e de riso,
soltou-se a ternura dos olhares
e tocou-me, vital,
a suavidade do veludo enternecido
das simples coisas...
que transbordava visível do olhar
eternizados nos laços atados,
no arco-íris interior, atravessou-me o ser,
coloriu-me em tons de nácar a alma grata,
e fiquei-me no momento, agora e só,
sempre eterno, porque tudo o que era para ser,
era nesse mesmo ali.

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